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Notícias 21/08/2017 às 14:19hs Lei do silêncio impera entre vizinhos de casa onde vítima foi esquartejada Policia
Campo Grande News
Guilherme Henri
Clique para ampliar imagem Lei do silêncio impera entre vizinhos de casa onde vítima foi esquartejada
“Aqui ninguém sabe e ninguém viu”! Essa é a frase usada por vizinhos da casa onde membros da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) teriam filmado o esquartejamento de Fernando Nascimento dos Santos, de 22 anos, no bairro Morada do Sol, em Campo Grande. O local foi incendiado na tarde deste domingo, ampliando o clima de medo e o silêncido de quem via a movimentação, mas tem medo de dizer qualquer coisa para não se tornar vítima.

Uesley de Oliveira Rodrigues, o “Mascote”, de 23 anos, Wellington Ferreira de Souza, o “Dedinho”, 24, e Danilo Richeli da Silva Fernandes, conhecido como “Mil Grau”, 18, foram presos no fim de semana e confessaram o crime, que, segundo a vizinhança, foi cometido na rua Augusta Rossini Guidi. O episódio, uma semana depois, ainda causa “alvoroço” entre vizinhos, que nesta manhã estavam em frente de casas aparentemente conversando. Porém, todo o movimento foi dispersado com a chegada da equipe de reportagem. Os que permaneceram garantiram que existia movimentações na rua e casa onde o crime aconteceu, porém o medo impediu que qualquer um denunciasse.

“Moro aqui há 22 anos. Via sempre rapazes circulando pela rua e entrando naquela casa, mas aqui o que manda é a 'lei do silêncio'. Nós não nos metemos nos assuntos deles para que ninguém mexa com a gente”, diz o homem, que por segurança terá sua identidade preservada.

Ainda segundo ele, a casa de pintura branca com marrom sempre pertenceu ao “comando”, em alusão ao PCC (Primeiro Comando da Capital). “Aqui ninguém tem coragem de mexer naquela casa, mas a vontade era de 'meter' a marreta naquilo tudo”, diz.

A opinião é compartilhada por outra moradora, que pediu para não ser identificada. Segundo ela, a casa mais parece um 'abatedouro', pois além de Fernando pelo menos mais duas pessoas também já foram mortas ao longo dos anos. “Não há o que se fazer. No dia que descobriram o esquartejamento, a polícia veio e fez tudo o que precisava. De noite, quando não havia mais movimentações usuários já rondavam o local para vender drogas”, denuncia.

Acostumados a viver com medo, conforme ela, a saída foi se “fingir de cega”. “Meu filho já foi assaltado voltando da escola. Existe um posto da Polícia Militar no Los Angeles – bairro próximo – mas, parece que não é o suficiente”, desabafa.

Fogo – Um quarto do local, foi incendiado na noite de ontem (20), porém os vizinhos garantiram, que “ninguém ali teria coragem de fazer isso”.

O Campo Grande News entrou no local. A cadeira onde Fernando estava sentado durante a execução ainda está no local, além de roupas sujas. Há somente uma cama na residência de poucos cômodos e o incêndio danificou apenas um quarto.

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